Nos últimos anos tenho assinalado o Dia Mundial da Fotografia com algum trabalho interessante. Este ano não seria diferente.
Num local perto de casa, onde costumo passar frequentemente, encontrei uma cena com potencial para uma fotografia. O local não é de fácil acesso e obrigava à colocação de um flash em situação delicada e eu próprio teria que estar também num ponto algo difícil. Nada que não se fizesse.
Como este ano o dia era um Domingo, havia tempo e fui um pouco antes do pôr-do-sol para preparar tudo.
O local ideal para o flash afinal tinha muitos ramos de árvore que tapavam completamente a luz.
Quando cheguei ao sítio comecei a procurar um apoio seguro para o tripé do flash. O terreno era muito macio e muito mais íngreme do que eu tinha antecipado. Usei uns galhos secos espetados no chão para tentar segurar bem o conjunto todo. No entanto, havia muitos ramos de árvore a tapar o caminho da luz até ao assunto principal da fotografia.
O Sol afundava-se cada vez mais no horizonte.
Uma tentativa de fazer uma foto interessante, sem sucesso. Embora as cores estejam bonitas, a composição está muito desordenada.
O ponto onde planeara posicionar-me para tirar a foto também se revelou mais difícil do que pensara. O ponto alternativo obrigava-me a usar outra lente, que não estava comigo. Serenamente, a luz ideal para a fotografia que tinha pensado foi fugindo para a noite. Ainda tentei uma outra foto, sem sucesso.
Fiquei sem fotografia para hoje.
E esta situação levou-me a pensar que isto, afinal, acontece muitas vezes. É muito frequente ter que ir a um sítio dias seguidos para que as condições se reúnam ou para que as possibilidades do local sejam exploradas. Planeamos a cena, preparamos o material, o percurso, os horários, a posição do sol, da lua e de tudo o que nos possamos lembrar. Por vezes não corre como gostaríamos.
Não se acerta sempre.
Há dias em que saímos de casa para fazer uma fotografia e regressamos de mãos a abanar. E são esses dias em que as coisas nos correm mal que servem para evoluirmos. São essas dificuldades que nos tornam melhores profissionais. Aprender com os nossos erros é a melhor coisa que temos que fazer. Devemos usá-los como escadas para o sucesso.
Nesta arte da fotografia são muitas as vezes em que não conseguimos à primeira tentativa o resultado que sonhamos. É preciso perseverar e nunca desistir. É preciso não baixar os braços. É preciso olhar para as más fotografias e saber o que é que aconteceu. E saber o que fazer para que não aconteça novamente.
Vou voltar lá.
Brevemente tenciono regressar ao local, desta vez espero que consiga fazer a fotografia que está na minha cabeça. Se não conseguir, vou continuar a ir lá até que fique satisfeito com o resultado. É assim que se evolui.
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